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21/07/2005 11:33
E lá vou eu de novo. Cada uma que aparece. Ontem estive em outra empresa, um desses bancos aí. O sujeito me diz que lá fica o tempo todo todo mundo querendo aparecer no trabalho, e que ele perdeu a conta de quantas pessoas demitiu nos últimos anos. Ah, por isso o pessoal mais baixo que passou por lá antes tinha aquela cara de que parecia apanhado no bumbum. Tá certo. Imagino que se alguém se presta a arrancar-lhe o pâncreas e você se vira pra ele outro apressa-se em comer-lhe o cu. Que legau! Isso é que é "desafio proficionau!"
Tudo bem, já que em outro lugar vasculham as contas da minha família pra ver se eu não tenho um tipo de "gene calhorda" ou coisa assim. Vai saber. Não basta eu ser perfeito pô? Minha família tem que ser também?
Essa coisa de ser perfeito cansa. É duro de aguentar. Aí às vezes eu começo a rir. Junto comigo ontem havia um sujeito do ITA. Nada contra o ITA. O cara era legal. Mas ele perguntou para o entrevistador "aqui o pessoal vai pros barzinhos ou é só trabalho?" e o entrevistador respondeu "ele acha que ainda tá no ITA". Coitado. Depois, no segundo lote de entrevistas o cara diz que procurava vencer desafios constantes e ver resultados, e o outro entrevistador disse "ele acha que ainda tá no ITA". Será que é um mal da profissão ou é clichê do escritório? Coitado do cara de novo. Fica todo mundo rindo dele. Só porque ele é esquisito. Fora isso é um cara legal. Eu sei que também sou esquisito.
Depois do mico que eu paguei em certas entrevistas por aí, não ia mais fazer isso. Deixe que os outros paguem mico. Vou ser perfeito e pronto, mais fácil. Digo, é difícil, mas é mais fácil que pagar mico. Alguns micos custam caro. E me irrita pagar caro por qualquer coisa. Mais de 10 reau em geral é caro.
Mudando de assunto, outro dia vi um livro pra vender que chama "como me tornei estúpido". Não sei direito sobre o que é, mas acho que o cara fala como é difícil não ser estúpido numa sociedade que te cobra um padrão e te oferece a massificação em troca. Legau. Mas quem é ele pra pensar que não é massificado? Criticar a massificação é clichê. E clichê não é algo lá muito prezado pelos intelectuais. Mas os intelectuais são muito pretenciosos para achar que são intelectuais. Ah, isso tá ficando complexo. Falar que os intelectuais se acham intelectuais é clichê. Deixa pra lá. Mas vou comprar o tal livro, qualquer dia. É mais barato que um mico.
Falando em livros, ando lendo bastante sobre a guerra. Ninguém fala mal da guerra porque morre gente, falam mal da guerra porque não faz sentido. Em um deles o cara fala assim: "Dizem que os alemães estupram as belgas, e daí? Querem nos convencer a nos alistar através disse. Por que eu vou me alistar para defender as belgas? Eu nem sei se defenderia as mulheres daqui! Digo, talvez defendesse, mas seria mais para não passar vergonha do que pelas mulheres."
Aiai...deixa eu tomar um arzinho aqui...
Enfim, semana que vem lá devo ir eu de novo. Essa vida de procurar trabalho é mais trabalhosa que trabalhar, mesmo que isso não seja trabalho mesmo.
E o mensalão hein? Uhhh...Roberto Jefferson devolveu ao povo o prazer pela política. Eu nunca pensei que fosse gostar de assistir depoimentos em CPI. Benzadeus!
Os parágrafos estão ficando curtos, isso quer dizer que está acabando a vontade de escrever. Está acabando o assunto também. Pronto, acabou.
enviada por El Matador
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